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aprender na cidade, aprender com a cidade: por um conhecimento livre e sensível
por um conhecimento livre e sensível, por um mundo livre e em paz
paisagem, cultura e sociedade: processos colaborativos
grupo de pesquisa
Minha investigação é sobre as condições da cultura contemporânea no que se refere à produção do espaço público, sobretudo através do projeto e da gestão, sempre procurando uma perspectiva crítica de integração entre arte e ciência, entre história e contemporaneidade, entre conceituação e ação, entre natureza, ecologia e sociedade. O fio condutor é a preocupação de questionar as formas de uma racionalidade instrumental subordinada à noção atual de mercado, propondo como contraponto uma dimensão ética e criativa da apropriação do conhecimento científico para a transformação dos processos em curso. A dedicação a processos criativos e intensos de vivências na paisagem e de processos de criação artística em diversas linguagens, explorando aspectos da subjetividade e da colaboração em processos de criação, sempre foi uma experiência e um ânimo fundamental a meu processo intelectual, mesmo em atividades de pesquisa e ensino.
"O meu conceito de arquitetura está na união e colaboração das artes, de modo que cada coisa esteja subordinada às outras e com essas em plena harmonia e, quando uso essa palavra, esse será o significado, não um mais restrito. É uma concepção ampla, porque abraça o inteiro ambiente da vida humana: não podemos nos subtrair da arquitetura enquanto somos parte da civilização, pois que representa o conjunto de modificações sobre a superfície terrestre, em vista das necessidades humanas. Nem podemos confiar nossos interesses a uma elite de homens preparados, pedindo a eles que investiguem, descubram e criem o ambiente destinado a nos hospedar, para depois nos admirarmos perante a obra pronta, apreendendo-a como coisa acabada. Isso cabe a nós mesmos; a cada um de nós cabe empenhar-se no controle e na proteção da orientação justa da paisagem terrestre, cada um com seu espírito e suas mãos, na parte que lhe cabe, para evitar que deixemos a nossos filhos um tesouro menor do que aquele que nos foi deixado por nossos pais"
(Willian Morris, 1881, citado por MAGNOLI, Miranda Martinelli. Memorial de Titulação. São Paulo: FAU-USP, 1987)
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