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Euler Sandeville, poesias 2009: março poesia 18
dormir um longo sono de dias
como quem adoece ouvindo vozes palmo a palmo com o silêncio vozes que se foram ou emudeceram então a mente desperta aprisionada na certeza do cinto-de-segurança que nos brinda a legislação mais moderna do mundo a mais do mundo só umedecidos os olhos na fumaçado rush dirijo não sei para onde mas sei que a um destino segue um outro calmamente mas nos querem o percurso só como uma urgência de chegar paro o carro na avenida ligo a música e tomo uma cerveja ai meu deus, quem dirigirá agora? ouvi dizer e conto sem convicção que em alguns casos ainda não regulamentados vão propor dois cintos-de-segurança para o motorista (14 pontos!) mediante um formulário próprio certificado por um colegiado da universidade e um douto amontoado devotantes em uma câmara escura os prédios passam pelo vidro do carro como se fossem ficar onde estão pessoas... pessoas... poesias Euler Sandeville Junior, São Paulo, travessia, Av. Paulista, xx/03/2009, 17:45-17:55 |
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