poéticas da paisagem

retornar
Euler Sandeville, poesias 2009:

maio
poesia 34

se de tanta norma e mágoa
essa juíza não ouve senão a hora de sair
decerto
decreta Segredos de Estado
cuja verdade se abandona à forma
de modo que para preservar o que mais importa
em segredo guardarei meu grito
e suas provas

se ao menos puder beber
caipirinhas de 5-6 reais
serei
o desejo de chegar aos 60
70 quem sabe?

que se dane tanta medicina e norma
fui o que serei a cada dia
poesia
degustei liberdade e paz
momento que ao se apagar
vivi busca verdadeira
de verdade
na falível capacidade
a perseverança

dedico o esforço dessa busca quimérica
e lúcida
que por aqui quiz possível
a meus filhos que amo
como a liberdade e sinceridade
e o que se foi sem atingir
saibam
da sina humana
ainda assim
no coração
plena
e na vida
vívida
como chama
que se deve soprar
restando da vela
marcas que se removerão
mas jamais se apagará
o sentido da luz
que chama


Euler Sandeville Junior, São Paulo, 09/05/2009, 23:26








paisagens.arq.br
uma proposta de euler sandeville