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Euler Sandeville, poesias 2009: julho poesia 37
á uma casa na beira da cidade
com uma luz tremulante na porta entreaberta à beira entre o dia e a noite por ela vazam anjos com trombetas do alvorecer levando ao trabalho a pureza das estrelas dos rios de emoções e necessidades ou por ela entram devassos pais de família no sonho das petrificadas esposas envoltas em camisolas e cremes como as santas em véu de castidade sem arrependimento bronzeiam passivas aos pedidos sem qualquer razão à luz da vela nas igrejas e dos fogões nas casas à noite se fecham as portas todas com trancas e cadeados fios de aço nos muros e cabelos finalmente caem no col-chão sem serem notados durante o dia campaninhas e telefones aunciam quem tem a chave quem vem e quem vai quem não sabe mas age como quem quem sabe para onde vai a cidade para onde vai a estrada de onde se volta para casa? Euler Sandeville Junior, São Paulo, 26/07/2009, 01:00 |
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