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Euler Sandeville, poesias 2009: julho poesia 35
da janela terras desconhecidas se intuem
podem ser seguidas perdidas em algum tempo destino que não se pode pronunci ar no chão constelações nas poças universos o sol nascente o sol poente aguardo cadente observador de órbitas e matemáticas errante desfazendo esses desenhos de mundo no quartzo da areia cativo correpondências intransponíveis imagino a jornada do sol como quem espera constelações para desvendar o destino e no noturno esvai o olhar atento em miríades cintilantes o mesmo ponto que na areia as mãos contêem inalcançável escrevo para ninguém essas cartas nas quais me desprendo inaudível Euler Sandeville Junior, São Paulo, 25/07/2009, 23:42 |
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