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Euler Sandeville, poesias 2009: fevereiro poesia 17 para FON (Afonso Lima)
como quem estende uma escada ao infinito
para agarrar o presente nos conhecemos num apartamento na Paulista entre jornais notícias e sons de guitarra nuvens na forma de conversa em um mundo mutante amável carinho como rede de um outro lugar tecida de fios de ouro de rabanada e se em algum lugar de nós sobrevivem origens cujo sabor persiste muito mais viu quem viveu tempos passam sobre tempos como músicas e ritmos como mudanças que não percebemos como sorrisos que se multiplicam em conversas que um dia tivemos ou não como quem estende uma escada ao presente para abraçar o infinito do que somos esperança e coragem vertente desconhecida no conhecido como quem estende uma ponte ancorando nas margens vontade de atravessar para abraçar como quem à distância contempla inerte a ponte invisível na neblina os passos são rápidos na aurora e um dia se entende na forma de tudo o que já foi dito: a alma se dá como presente aos que ama sempre nova do silente e distante olhar umedecido desejaria das palavras fazer uma ponte de orvalho tão suave que se tornasse um tecido de voz à altura da rede de sorrisos que guardamos aguardando o que mesmo na distância jamais perdemos como quem estende uma ponte no presente para abraçar o infinito do que somos Euler Sandeville Junior, São Paulo, 12/02/2009 02:52 |
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