poéticas da paisagem

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Euler Sandeville, poesias 2009:

abril
poesia 23

lamento muito você não estar
lamento muito você não saber
muito, muito não poder
lamento ir
nas ondas do mar
voltar como tempestade
umas vezes ela era perfeita eu não
outras vezes ela não nem eu
mas devo rasgar o acordeon em notas de amor
em todas as notas possíveis
dissonantes
harmonias
entregar-me ao infinito de seus desejos
como constelações
no céu da boca ornamentando o destino
em ondas como as do mar
quem não quer amar?
quem sabe melhor há de sofrer suas harmonias entregues
melodias despejos do por do sol
no outro lado do mundo
mundos desconhecidos e invisíveis
mundos errantes em constelações
de areia


Euler Sandeville Jr., São Paulo, 03/04/09 04:03








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